30.5.06

TETE ESPÍNDOLA E DANI BLACK

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28.5.06

LIVRO E ENTREVISTA DE GLAUCO MATTOSO

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"MANUAL DO PODÓLATRA AMADOR": RELANÇADO PELA CASA DO PSICÓLOGO
O MAIS ESCANCARADO, ESCATOLÓGICO E ESCANDALOSO LIVRO DE GLAUCO MATTOSO,
NA COLEÇÃO "ALÉM DA LETRA", ORGANIZADA POR SÉRGIO TELLES
 
DATA: 19 de junho, segunda-feira, às 19 horas
 
LOCAL: Rua Mourato Coelho, 1059, esquina da rua Aspicuelta
(Vila Madalena, São Paulo)
 
PREÇO DO EXEMPLAR: R$ 34,00
 
CONTATOS DO EDITOR:
Fone: [11] 3034-3600
editor@casadopsicologo.com.br
www.casadopsicologo.com.br
 
CONTATOS DO AUTOR:
Fone: [11] 5572-2119
glaucomattoso@uol.com.br
http://glaucomattoso.sites.uol.com.br
 
Apesar do título, o "Manual" não é um livro de auto-ajuda, ainda que
satirize os tratados didáticos de erotismo. Alguns consideram esta obra
a mais importante na extensa bibliografia deste paulistano que, aos 55
anos, vem a ser o autor mais "maldito" entre os escritores cegos —
justamente por se tratar de sua autobiografia sexual e literária, na
qual GM recapitula os bizarros episódios que justificam sua reputação de
"cúmulo da esquisitice" (ou da estética "queer", como se diz nos
States), juntando diversos rótulos estigmatizados na pessoa de um
deficiente físico politicamente incorreto: homossexualidade,
sadomasoquismo, fetichismo e outras taras e manias. Mas será que GM é
mesmo esse bicho-papão das letras nacionais, ou terá ele seu lado
bem-comportado e palatável? Afinal, quem é essa curiosa figura?
 
Antes de perder totalmente a visão, nos anos 1990, GM ganhou destaque
entre os "poetas marginais" da década de 1970 e entre os ficcionistas
pós-modernos da década de 1980. Na fase setentista, sua principal obra
foi um fanzine anarco-poético intitulado "Jornal Dobrabil" (que
parodiava o "Jornal do Brasil"), reunido em livro em 1981 e reeditado
pela Iluminuras vinte anos depois. Na fase oitentista, seu título mais
polêmico é justamente este "Manual", que saiu em 1986 e que — também
após duas décadas — reaparece, ampliado e atualizado, na presente
edição pelo selo All Books da Casa do Psicólogo.
 
Depois da perda da visão, graças ao computador falante, GM voltou a
produzir intensamente, tendo completado mais de mil sonetos, dezenas de
contos e um novo romance, totalizando vinte volumes só neste início de
século. Sua obra já é reconhecida no exterior, servindo como objeto de
estudo para acadêmicos latino-americanos, estadunidenses e europeus. Mas
tudo começou com o "Jornal Dobrabil" e com este "Manual", como comenta o
autor na entrevista abaixo.
 
P - Por que a coincidência de reeditar o "Dobrabil" em 2001 e o "Manual"
em 2006, ambos depois de vinte anos? Foi planejado?
 
GM - Aconteceu naturalmente, como se fosse mais uma das bruxarias que
envolvem minha vida. Vinte anos já significam uma nova geração, e o
público de hoje vivia me cobrando o relançamento dessas obras esgotadas
e quase lendárias. Meus contemporâneos lembram do impacto que o "Manual"
provocou na mídia, da "Folha da Tarde" recebendo cartas de leitores
indignados por causa duma entrevista que dei, ou da Hebe Camargo enojada
ao comentar o livro em seu programa, ou dos cronistas de futebol
ironizando, como o Sylvio Luiz, a cara de pau dum sujeito que confessa
ter atração por pé de homem… E a geração atual sem entender por que um
livro teria provocado tamanho incômodo na crítica e na mídia. O Sérgio
Telles, muito perspicaz, detectou esse permanente interesse que o
"Manual" desperta, e resolveu publicar a segunda edição que eu tinha
pronta na gaveta.
 
P - Mas esta edição não é exatamente igual à primeira, é?
 
GM - Não. Acrescentei mais um capítulo para contar o que aconteceu na
última década. Também enxertei fatos e dados que foram omitidos na
primeira edição, coisas que agora já dá pra revelar. O "Dobrabil" foi
reeditado igualzinho, perfeito fac-símile, mas o "Manual" está bem mais
recheado de carne, pimenta e… queijo. (risos) Vai surpreender até a
quem já conhecia o texto antigo.
 
P - A que você atribui a repercussão do livro como documento literário e
não apenas como um texto de sacanagem?
 
GM - Ele tem uma estrutura híbrida e fragmentária que atende aos
estudiosos da pós-modernidade e da intertextualidade: mistura prosa com
poesia, teorização com memorialismo, pornografia com sentimentalismo.
Tem uma linguagem ora erudita, ora vulgar, ora castiça, ora informal.
Mas acho que o que mais impressiona os leitores é a franqueza quase
angelical com que eu exponho minhas fraquezas e frustrações e delas me
gabo.
 
P - Você diria que o livro é cem por cento verídico?
 
GM - Eu diria que é cem por cento verossímil, porque a literatura não é
feita só de fatos e pessoas, mas também de fantasias e personagens. Por
mais louco que pareça, porém, o livro se mantém fiel a fatos concretos e
pessoas reais. São, como diz o subtítulo, "Aventuras e leituras de um
tarado por pés", mas são aventuras possíveis e leituras inesquecíveis.
Fraquezas transformadas em franquezas. Traumas transformados em tramas.
Chagas transformadas em sagas.
 
 

 

ESTRÉIA HOJE, NO CINEMA…

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colaboração: LIA  ROSA REUSE (CAXIAS DO SUL/RS)

26.5.06

CONLUTAS/PSTU-SP

criado por telescopionegro    14:42 — Arquivado em: Sem categoria

 

 

Conlutas é fundada. Nasce uma nova direção!

Luciana Candido e Yara Fernandes, da Ciranda do Conat

O 1º Congresso Nacional de Trabalhadores acaba de votar, às 15h33, a fundação de uma nova entidade. Por decisão da ampla maioria, está fundada a Conlutas. O clima entre os delegados e participantes ainda é de muita emoção. Eles se abraçam e cantam “A Conlutas é para a ação, está surgindo uma nova direção!”.
A Central Única dos Trabalhadores cumpriu seu papel na história. Porém desde que virou parte do governo Lula, atacando os trabalhadores e impedindo as lutas, deixou órfãos milhares de trabalhadores. Agora, a classe trabalhadora não está mais abandonada: nasce, hoje, em Sumaré, São Paulo, uma nova referência, verdadeiramente combativa e classista. “Essa é, talvez, a decisão mais importante que a classe trabalhadora tomou nas últimas décadas”, disse Luís Carlos Prates, o Mancha, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos ao defender a proposta de fundação da entidade.
Houve defesa contrária à proposta. Os setores que defenderam contra a proposta também estavam contrários à ruptura com a CUT. Eles argumentaram que “temos de colocar a CUT a serviço da revolução proletária”, como falou Ana Raquel, da Corrente Proletária da Educação. Na sua contribuição, eles ainda fizeram um chamado à Conlutas para que revisse a sua posição de ruptura com a CUT.
Entretanto, o plenário, soberano, decidiu avançar na luta. Os participantes erguiam seus crachás e jogavam papel picado para o alto. A comemoração fez com que o debate para discutir o caráter da nova entidade só pudesse ser retomado cerca de dez minutos após a votação.
fonte: www.pstu.org.br

 

 

CINEMA

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LITERATURA NO RIO DE JANEIRO

criado por telescopionegro    14:09 — Arquivado em: Sem categoria

 

 

DESEJOS DESCALÇOS - contos, 236 páginas
Aluizio Rezende
LANÇAMENTO dia 26 de maio 06, a partir das 19h, na SEAERJ - Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro, na Rua do Russel, nº 1, quase ao lado da Estação (Glória) do Metro, em frente à igreja do Outeiro da Glória, Rio de Janeiro/RJ.
“Desejos Descalços” é a reunião de dez histórias que se apresentam como relatos, crônicas, contos ou novelas sob títulos diversos. No dizer de uma amiga, de quem tive a gentileza da apresentação da obra, “o livro dever ser lido … sob o ponto de vista de um autor que quer ser entendido pelo seu relato sem censura da sociedade que observa e descreve”.
www.oficinaeditores.com.br
 
 

 

 

TEATRO UNI-TOLEDO

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OFICINA DE TEATRO – Foram prorrogadas até amanhã (sexta, 26/05) as inscrições para a oficina de teatro “Letras, Sílabas e Palavras”, que trabalhará exercícios que estimulam a postura e a expressão vocal. A oficina será ministrada pela atriz Angela Gomes, e acontece no dia 27 de maio (sábado), das 15h às 18h. Os participantes receberão certificados. A taxa, para alunos UniToledo, é de R$12,00, e não alunos pagam R$15,00.
 
CONCURSO DE POESIA – Até 05 de junho o Nucat recebe inscrições para o Concurso de Poesias UniToledo. O tema é livre e podem participar universitários da UniToledo e alunos de Ensino Médio de escolas estaduais e particulares. Os três primeiros colocados de cada categoria serão premiados. Inscrição gratuita. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site http://www.toledo.br/. Realização: Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária, Nucat - Núcleo de Cultura e Arte, e Diretório Acadêmico de Jornalismo da UniToledo. Apoio cultural: Armazém Universitário, Claudilivros e FISK-Pompeu.
 
 
Informações: Nucat – Núcleo de Cultura e Arte da UniToledo
(18) 3636 7007 (manhã) / 3636 7062 (tarde)
 
 

BANDA JUSTINE NA TV

criado por telescopionegro    13:50 — Arquivado em: Sem categoria

 

 

 
Então… Neste domingo, estaremos no programa Sleevers AlternaTV (TVA Canal 72, NET Canal 9)!!!! Vamos participar do quadro ALIVE!!! Muuuuito legal!
 
(Se vc não tiver nem NET, nem TVA, o programa vai ficar disponível tb no site da TV Rock, http://www.tvrock.com.br/videosleevers.htm)
 
 
Super bjo!
 
Bya – Banda Justine
 
 

 

25.5.06

TOM ZE EM LONDRES

criado por telescopionegro    21:35 — Arquivado em: Sem categoria

 

 

“GUARDIAN”, THE,
5 DE MAIO DE 2006,
TRADUÇÃO
TOM ZÉ
Barbican, Londres
John L. Walters
6a. feira, 5 de maio de 2006
 
 
Tom Zé é o Velho Marinheiro (Ancient Mariner) da música popular brasileira, um contador de histórias que monopoliza a atenção de desconhecidos que lhe ouvem as narrativas estranhas e apenas parcialmente compreensíveis. pleno de gestos peculiares e de efeitos sonoros, ele abre sua apresentação com um número que faz com que encha a boca de jornais que rasga no palco (tablóides, e berlinenses). À primeira vista parece louco, mas enquanto vamos sendo gradualmente atraídos para o universo de Zé, este se revela perfeitamente lógico e positivamente sério.
Ele executa o primeiro ato de sua nova “opereta inacabada” Estudando o Pagode (dedicada, entre outros, a Mary Wollstonecraft), antes de lançar-se em “Prostituir”, uma raivosa invectiva contra os males da prostituição infantil. Então, mal dando uma pausa para reflexão, a banda dispara um jingle trivial no estilo americano dos anos 50s, falando do próprio produto de Zé, completado com uma humorística pronúncia errada de seu nome, enquanto o líder nos exorta a comprar seus novos cd e dvd.
 
Os músicos são excelentes, propiciando um fundo bem executado e bem característico para os arroubos de seu líder, enquanto este passeia entre os detritos [de jornais] que atira no palco, movendo cadeiras e escadas, tirando os sapatos e, a certa altura, passando um fio de barbante à volta de todo o mundo. Zé é invejável e inacreditavelmente flexível e cheio de energia para alguém nascido em 1936, pulando e ondulando os quadris; sua performance é incontrolavelmente carnal, com movimentos amplos e expressivos de mãos e braços. Sua voz também não tem idade, é um canto anguloso que se casa bem com o da cantora backing Luanda, que veste um macacão, e com o do guitarrista Sérgio Caetano.
 
A música de Zé tem as qualidades melódicas e rítmicas da melhor música pop, possuindo a aguda estranheza de Frank Zappa, nos seus momentos mais acessíveis, e o som alucinatório da era Smile do som dos Beach Boys, primeiros influenciadores da Tropicália. Há números cujos arranjos plinc-plonc poderiam nascer diretamente de um musical de rock, ou brotar de uma trilha sonora pop, fantásticos contrapontos para guitarras, baixo e teclados, e melodias que evocam seus contemporâneos da Bossa Nova. Mesmo quando mais ternas, as canções de Zé têm uma característica cáustica e desafiadora que faz com que você lhe entenda o conteúdo, mesmo que não saiba português. Ele ganha a platéia, que se levanta, concedendo-lhe uma ovação bem merecida. Zé pode ser um gosto ao qual somos levados, mas que vale muito a pena.
material enviado por Neusa Santos (esposa do genial Tom Zé)
 
 

23.5.06

DOIS POEMAS DE DANILO MONTEIRO

criado por telescopionegro    17:28 — Arquivado em: Sem categoria

 

 

 
 
Os telhados do fim da tarde com cheiro de café,
algo para amar enquanto o tempo não baba em minha mente.
 
Digo: enquanto a memória e o tempo, seu amante,
se suicidam com o veneno do meu amor.
 
 
 

Corra de olhos fechados como um filho da puta

nesta praia deserta

porque tudo se desintegra às suas costas

e você sabe,

dentro de instantes do Departamento do Patrimônio Histórico da sua mente selecionará                                                                                                              os rostos, paisagens e sensações que deverão ser tombados a qualquer custo,

a mão do carrasco tem um carimbo onde se lê: “sublime”;

 

corra de olhos fechados e grite se possível como um filho da puta,

e pule nesta brecha sem abrir os olhos nem parar de gritar,

uma coluna de ar que sustenta um espaço vazio,

ou isto

ou um lento suicídio.

NA FOTO (roberto piva)

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