17.2.07

POESIA

criado por telescopionegro    21:04 — Arquivado em: Sem categoria

 

eu não venho/
 de lugar algum/
 meu nome/    é o vento/
 que se despede/
 nesta hora triste/
 e então caminho/
 na escuridão das ruas
 como quem abre e fecha portas/
 para desfalecer vazio.

AUTOR: JOÃO AYRES
tela : rene magritte

 

14.2.07

ÉRIKA MACHADO

criado por telescopionegro    9:27 — Arquivado em: Sem categoria

12.2.07

ASTOR PIAZZOLLA

criado por telescopionegro    8:54 — Arquivado em: Sem categoria

 

A TRISTEZA DE PIAZZOLLA
“Adios Nonino”, a homenagem de Piazzolla ao pai.

No canto soturno do seu bandoneon,

seus acordes vão muito além.

Piazzolla toca a tristeza do mundo.

Porque a tristeza é sempre um pouco de cada um.

Esse sentimento tão vívido na alma platina,

nas notas de Piazzolla,

nos parece o mesmo desalento.

CAETANO PROCOPIO

10.2.07

RESULTADO TROFÉU NARA LEÃO DE POESIA

criado por telescopionegro    18:51 — Arquivado em: Sem categoria

 

MOVIMENTO CULTURAL aBrace
MONTEVIDÉU-BRASILIA

ATA DO RESULTADO FINAL DA COMISSÃO DE SELEÇÃO DO
1º CONCURSO DE POESIAS –TROFÉU NARA LEÃO
A Comissão de Seleção do 1º Concurso de Poesias –Trofeu Nara Leao  composta pelos seguintes escritores:  Gacy Simas, Emanuel Lima, Luis Carlos de Oliveira Cerqueira
A Comissão recebeu da Coordenação do Concurso o total de cento e sessenta poemas inscritos, provenientes de todos os estados brasileiros.
Após a análise, a Comissão apresentou o  seguinte resultado:
POEMAS SELECIONADOS
1º lugar
Nome:  Gisela S. Furquim
Título da obra:  OCARINA
Curriculun literario:  Gisela S. Furquim, nascida em São Paulo em 11/03/1962, casada, é f ormada em Artes Plásticas e em Psicologia.
Teve experiências como professora de Artes Plásticas, por dezessete anos numa escola, trabalhando com crianças de 7 a 10 anos.
Atualmente, faz atendimentos em sua clínica de Psicologia, exercendo uma psicoterapia com influências de uma linha winnicottianna.
 Trabalhou em livraria e sempre gostou de escrever e de ler.
 Paixão por Clarice Lispector.
 email: gifurquim@terra.com.br.
 Naturalidade :São Paulo

2º lugar
Nome: Geraldo Lavigne de Lemos
Título da obra: CHORO DOS ANJOS
Curriculun literario: Logo após o nascimento em Itabuna – Bahia, mudou-se para Ilhéus – Bahia, onde residiu até completar o Ensino Médio.
. Atualmente, voltou a morar com a família em Ilhéus – Bahia e faz faculdade.  
 Naturalidade: Itabuna – Bahia
  geralavigne@hotmail.com
 
3º lugar
Nome:  Renata Paccola
Título da obra:  DOMINIO
Curriculun literario: Autora dos livros: De Vulto a Volta; Tempo e Grilhões de Vidro. Participação em várias Coletâneas. Ë presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil/SP e vice-presidente de finanças da União Brasileira de Trovadores. Membro da União Brasileira de Escritores, Casa do Poeta de Salvador, Casa do Poeta e Escritor de Ribeirao Preto e Academia Cachoeirense de Letras, entre outras.
Naturalidade:  São Paulo – SP
Rua Cafelândia, 53
Cep 01255-030 – São Paulo – SP
Fone 011- 3862 8747
Menção honrosa
Nome: Condorcet Aranha  
Título da obra CONTRATEMPO
Curriculun literário: Publicações Científicas: 5 livros e 60 artigos nas mais conceituadas revistas, boletins e periódicos científicos. Artigos científicos no jornal "O Estado de São Paulo".   Colaborador dos jornais "Diário do Povo" e "Correio Popular", Campinas, SP. (poemas, contos e artigos científicos); Colaborador do "Jornal de Serra Negra", Serra Negra, SP. (poesias, artigos científicos, análise política e charges). Colaborador com crônicas para o jornal "A Notícia", Joinville, Santa Catarina.   Publicações literárias em dezenas de antologias. Premiações em concursos literários a nível nacional e internacional. Livros solo: "Versos Diversos" poesias 2001; "Histórias do famaliá" contos e crônicas 2003 e "Sonhos ou Verdades" contos/crônicas 2006. Membro Titular da Cadeira n° 25, Colegiado Acadêmico, na Área de Letras e de Ciências do Clube dos Escritores de Piracicaba São Paulo, Brasil. Membro no Grau Superior da Ordem da Sereníssima Lyra de Bronze, Porto Alegre / Rio Grande do Sul. Brasil Accademico da Accademia Internazionale   Il Convívio, Castiglione di Sicília, Itália. Membro da Casa do Poeta Rio-Grandense, São Luiz Gonzaga/ Rio Grande do Sul. Brasil. Membro Correspondente da Academia Ponta-Grossense de Letras e Artes – APLA – Paraná. Brasil. Membro Correspondente da Casa do Poeta Rio Grandense, Porto Alegre, RS. Sócio Honorário da Associazione Culturale ZACEM, Città di Savona, Itália.
Naturalidade:   Joinville / SC.
E.mail: condorcetaranha@brturbo.com.br 
Brasilia, 30 de  janeiro de 2007.
Gacy Simas          Emanuel Lima
Luis Carlos de Oliveira Cerqueira
 
 

 

 

POESIA

criado por telescopionegro    18:25 — Arquivado em: Sem categoria

 

Águas de mar
À JANIS JOPLIN, in "PEACE OF MY HEART"

Águas de mar
Memória e pétala:
Luz…

A voz exala pela garganta seca
a fantasia e o viver.

Minha canção é meu segredo ferido
a socos e pontapés pelo tempo
no vento
e na raiz
do vento

Mas o céu não está encoberto.

Sou cantor:
mais que vício,
mais que espanto,
nascer e morrer
é meu estranho ofício
a cada minuto

Olho pelo meu instinto
Fome de infinito

Pressinto meu instante
pedindo ao público ouvinte
um minuto de silêncio
incessante

Em odor de incenso
não penso mais
peço a astúcia e a carícia
de um momento
de canto
em nome da minha voz

Águas de mar
Memória e pétalas:
Mais que luz,
Paz!
 JOÃO DE ABREU BORGES

9.2.07

POESIA

criado por telescopionegro    20:09 — Arquivado em: Sem categoria

 

Onda que incendeia o coração
Que ferve o sangue
e queima com o vermelho do amor
 
Chama acesa que aquece a alma
escava a carne
e revela a vida na dor
 
Tinta que tinge
que grava
e desliza gelada
 
Tinta que tinge
e estampa
a dor velada
                       reginamello/BELO HORIZONTE/MG

                       tela: GUSTAV KLIMT

VAN HALEN

criado por telescopionegro    10:56 — Arquivado em: Sem categoria

 

 

Agora é oficial: o site do VAN HALEN confirma o retorno das atividades com Eddie e Alex Van Halen, David Lee Roth no vocal e Wolfgang Van Halen no baixo para 40 shows agendados no verão norte-americano (entre os meses de junho e agosto).Eddie disse à MTV News: "tocar estes hits atemporais só funciona plenamente com Dave. Depois de um ensaio, tudo virou pura magia…estou muito excitado de retornar ao núcleo do que foi realmente o Van Halen, afirmou.enviado por: FERNANDO CAMARGO/ARAÇATUBA-SP

TELA DE ANTONIO GUALDA

criado por telescopionegro    10:25 — Arquivado em: Sem categoria

 

tela de antonio gualda/espanha: "bogar barco de pensamiento"

MASSACRE INDÍGENA GUARANI

criado por telescopionegro    10:01 — Arquivado em: Sem categoria

 

Quem ainda não conhece a versão dos índios sobre a chegada dos portugueses ao Brasil não vai precisar ir até uma aldeia para ouvir essa história. Chegou às livrarias a obra que conta esse fato em versão bilíngüe, português e guarani. É o livro Massacre indígena guarani, de Luiz Karai, com ilustrações de Rodrigo Abrahim, lançado pela Editora DCL – Difusão Cultural do Livro.
O livro registra e recupera a história oral que o autor Luiz Karai sempre ouviu de sua avó, em guarani. “Desde criança escrevo histórias, inclusive as que ouvia de meus parentes. Quando conheci o escritor Olívio Jekupé, ele me incentivou a levá-las para as editoras. Acabei realizando um sonho antigo com essa publicação: o de ver minha história ilustrada e transformada em livro”, diz Karai emocionado.Escrito em duas línguas, o livro é para ser lido por leitores indígenas e não-indígenas. As crianças da aldeia aprendem desde cedo a falar guarani e as crianças não-indígenas poderão ter, pela primeira vez, o contato com a língua escrita, já que hoje em dia o indígena está cada vez mais inserido na cultura do não-índio.As ilustrações de Rodrigo Abrahim, em aquarela, retratam uma história que poderia ter tido um final diferente, mas que não dependia de apenas um homem.
Os jurua, homens não-índios, preparavam-se para invadir a tekoa kavure, aldeia indígena. Um massacre estava para acontecer. No entanto, o pajé teve um sonho revelador e decidiu que seu povo deveria construir uma nova aldeia, em outro lugar, a tempo de fugir do massacre. Mas nem todos acreditaram nele. O Massacre indígena guarani apresenta aos não-índios, em edição bilíngüe, português e guarani, uma história real, ensinada por meio da oralidade aos pequenos indígenas.
O autor Luiz Karai é paranaense. Tradutor do guarani para português e vice-versa, é, também, secretário da Associação Nhe’ e Porá, na Aldeia Krukutu, em São Paulo, onde mora com sua família. O massacre indígena guarani é o primeiro livro de sua autoria.
O ilustrador Rodrigo Abrahim é de Manaus. Estudou Desenho Industrial, em 2003, desde então vem se aprimorando, principalmente, na ilustração de livros infantis e juvenis e na arte de contar e desenvolver histórias.DCL – Ótima escolha. Ótima leitura.
INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA

 

FILOSOFIA

criado por telescopionegro    8:37 — Arquivado em: Sem categoria

 

A esteira rolante do crescimento
A idéia de crescimento está sempre conjugada ao desenvolvimento e à noção de verticalidade, ou seja, aquilo que está em baixo e se projeta para cima. Essa noção jamais é negativa. Crescimento atrela-se à mudança de um estágio atual, qualquer que seja ele, para um patamar de destaque. Significa deslocar-se de um ponto inferior em relação a outro superior.
Nesse sentido, o status encontra guarida e explica em grande medida o fundamento do sentido de valorização humana. O que tanto se busca alcançar está relacionado àquilo que se pretende por vocação, satisfação pessoal ou na realidade se busca um acolhimento social? O que é mais tendencioso, ser verdadeiro consigo ou criar uma verdade social?
Seja qual for a motivação de cada um, é indiscutível que para aqueles que não conseguem sequer rascunhar a sua (própria) realidade, a vida não passa de uma esteira rolante, onde se caminha, caminha, e não se consegue sair do lugar. A esteira representa a sensação de imutabilidade. Qualquer esforço empreendido parece sempre vão. Tem-se a falsa impressão de crescer, mas sem mudanças substantivas. Rola-se de um lado a outro, sem nenhum proveito.
Embora o conceito seja unificado, pode-se listar vários tipos de crescimento. O individual, àquele pessoal, onde só você cresce em suas diversas esferas (profissionalmente, espiritualmente, financeiramente etc), sem depender de ações benéficas de terceiros. Todo o esforço empreendido é unicamente seu. Ônus e bônus. Outro tipo de crescimento cada vez mais escasso é o coletivo, àquele que atinge mais de uma pessoa, ainda que o seu impacto seja distinto para a experiência de cada indivíduo. Nesse patamar, as pessoas se ajudam mutuamente e congregam esforços comuns, em prol do bem-estar geral.
E existe, ainda, o crescimento atrelado ao endosso de outras pessoas. Significa dizer que existem pessoas que só crescem à sombra de outras. Estampam um ar de superioridade, tentam convencer o mundo que elas estão distantes anos-luz dos reles mortais, que penam numa eterna estagnação, mas escondem que a sua fama vem do esforço alheio. Geralmente, essas pessoas sentem-se incapazes de fazer qualquer coisa sozinhas, pois isso são dependentes químicas do sucesso alheio, embora se esqueçam freqüentemente de ajudar outras pessoas a trilhar esse mesmo caminho.
É importante também relacionar à idéia de crescimento inesgotável, que todo ser humano, indistintamente, deseja, o sentimento do medo, que circunvizinha quem vislumbra galgar degraus vantajosos. Embora não implique numa relação diretamente proporcional: “para cada vitória, uma derrota”, toda ascensão pode ser seqüenciada por uma queda, ainda que em proporções distintas. A grande questão é que ninguém está preparado para os declínios que naturalmente surgem em meio ao crescimento. Por isso que é necessário assimilar que a vontade de crescer não pode representar um vício, pois toda a desmesura traz situações-limite difíceis de serem administradas depois de instaladas.
A trajetória da vida é permeada de instabilidades e de muitas imprevisibilidades, e o desagravo é do tamanho exato da expectativa que nutrimos. Estar numa situação desfavorável hoje não quer dizer viver eternamente na instabilidade de uma esteira rolante. A esteira, por hora, se confunde com o elevador, cuja mecânica se condicionou aos altos e baixos do dia-a-dia, mas nem por isso deixa de funcionar corretamente.
*Esse texto é parte integrante de uma coletânea de textos do Projeto "É só um Olhar",de Adriana gaspari (Salvador/Bahia)

ADRIANA GASPARI/SALVADOR-BAHIA

 

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