6.11.08
SONETO PARA EVERI RUDINEI CARRARA

SONETO 714 ENTURMADO
[a Lucas Carrasco e Everi Rudinei Carrara]
Galeras, de moleque ou de marmanjo,
infestam, no interior, cada cidade.
Em vez de pacifismo e liberdade,
o jovem trama a treta e o desarranjo.
"Você nem me sacou, e eu já lhe manjo!"
"Te mato e mijo em cima, meu cumpade!"
Da gangue uma inimiga o bairro invade.
Depois, ninguém fez nada. O demo é um anjo.
Estupro, vandalismo, roubo e morte.
Quem entra em território alheio dança.
Zoá-lo faz da guerra o sarro, o esporte.
A forra vira farra, e entre vingança
e festa, o rival pego que suporte
a dor, o pé na cara, o algoz criança!
GLAUCO MATTOSO - SÃO PAULO - SP
criado por telescopionegro
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